Santo do Dia: 27 de Abril - São João Paulo II

27 de Abril - São João Paulo II

O Papa João II, ou São João II pp, nascido na Polônia, Karol Józef Wojtyła, 18 de maio de 1920 — 2 de abril de 2005) foi o papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e Soberano da Cidade do Vaticano de 16 de Outubro de 1978 até à sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história; depois dos papas São Pedro, que reinou por cerca de trinta e sete anos, e Pio IX, que reinou por trinta e um anos. Foi o único Papa eslavo e polaco até a sua morte, e o primeiro Papa não-italiano desde o neerlandês Papa Adriano VI em 1522.

A primeira metade do seu pontificado ficou marcada pela luta contra o comunismo na Polónia e restantes países da Europa de Leste e do mundo. Muitos poloneses consideram que o marco inicial da derrocada comunista foi o discurso de João Paulo II em 2 de Junho de 1979, quando falou a meio milhão de compatriotas em Varsóvia e destacou o trabalho do Solidariedade.

João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do comunismo na Polónia e talvez em toda a Europa, bem como significante na melhora das relações da Igreja Católica com o judaísmo Islã, Igreja Ortodoxa, religiões orientais e a Comunhão Anglicana. Sua reforma das missas, também foi elogiado.

Quanto ao hinduísmo, em 1980 e em 1985, o papa fez um pronunciamento para para as comunidades hindus no Quênia, onde ele relembrou a declaração "Nostra aetate" do Concílio Vaticano II, que "manifesta a atitude fraterna de toda a Igreja católica com as religiões não-cristãs". João Paulo II fez duas visitas a Índia, um país predominantemente hindu, sendo a primeira vez em 1986, nessa viagem conheceu líderes dessa religião, nessa viagem também conheceu Madre Teresa de Calcutá, fundadora da congregação Missionárias da Caridade, sendo que o papa ajudou a alimentar os pobres e moribundos.

O papa João Paulo II foi um adversário ferrenho do apartheid na África do Sul. Em 1985, enquanto visitava os Países Baixos, ele discursou condenando o apartheid no Tribunal Internacional de Justiça, dizendo que nenhum sistema de segregação seria aceitável.

Sabia se expressar em italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, sua língua materna.

As Viagens apostólicas de João Paulo II foram inúmeras. Em todos os tempos foi o Papa que mais países visitou para levar a sua mensagem. Quebrou um costume secular dos Papas de não se deslocarem do Vaticano ou de fazê-lo pouquíssimas vezes apenas em circunstâncias especiais ou excepcionais.

Durante o seu pontificado, o papa João Paulo II viajou para 129 países, contabilizando mais de 1,7 milhões de quilômetros viajados, percorridos. Ele consistentemente atraía grandes multidões em suas viagens, algumas contando entre as maiores já reunidas na história, como a do Jornada Mundial da Juventude de 1995, em Manila, nas Filipinas, que reuniu cerca de 5 milhões de pessoas, considerada uma das maiores reuniões de católicos já ocorrida.3 Estima-se que em seu pontificado 400 milhões de pessoas o viram em Roma ou durante suas viagens e se reuniu com 738 chefes de Estado entre eles 246 primeiros-ministros recebidos em audiência.

Visitas ao Brasil
O papa João Paulo II esteve no Brasil quatro vezes, sendo três delas oficiais e uma delas, porém, permaneceu apenas no aeroporto, quando ia para a Argentina em 1982, onde fez um rápido discurso durante a escala de seu voo no Rio de Janeiro.

Na primeira, chegou ao meio-dia de 30 de junho de 1980, foi recebido pelo general João Batista Figueiredo, percorreu treze cidades em apenas doze dias, percorrendo um total de 30 000 quilômetros. Durante 12 dias João Paulo II percorreu as cidades de Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Aparecida, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Recife, Salvador, Belém, Teresina e Fortaleza. Essa visita foi marcada pela expectativa dos brasileiros em receber pela primeira vez um Papa no país e pela beatificação do jesuíta espanhol José de Anchieta, fundador da cidade de São Paulo.

O Papa participou do X Congresso Eucarístico Nacional, realizado entre 30 de junho a 12 de julho 1980, em Fortaleza, no Ceará. Durante a visita, bancos e repartições públicas fecharam, teatros atrasaram os espetáculos e os esquemas rodoviários foram alterados. Essa foi uma das maiores movimentações populares já registradas no Brasil. Em pleno regime militar, defendeu a justiça social, liberdade sindical, reforma agrária, direitos humanos e educação sexual. Mas também condenou a Teologia da Libertação e o aborto.

Nessa época o papa já era considerado a pessoa viva mais popular do mundo, mesmo com pouco tempo de papado, isso graças em parte de suas viagens. Essa visita de João Paulo II foi uma das maiores movimentações populares já registradas no país. Destacou-se, na primeira visita, a música "A bênção, João de Deus", composta para a ocasião por Péricles de Barros.

A segunda visita, foi entre 12 e 21 de outubro de 1991, sendo recebido em Brasília pelo então presidente Fernando Collor de Mello, visitou a Irmã Dulce, em Salvador,22 percorreu dez capitais e fez 31 pronunciamentos, beatificou Madre Paulina e na ocasião para um público de 60 mil pessoas, o papa afirmou durante a homilia: "Soube ela converter todas as suas palavras e ações num contínuo ato de louvor a Deus. Sua conformidade com a vontade de Deus levou-a a uma constante renúncia de si mesma, não recusando qualquer sacrifício para cumprir os desígnios divinos". O Papa abordou a questão indígena, a reprovação do uso de anticoncepcionais, o problema da divisão de terras, a família e a condenação do divórcio. A visita também foi marcada pelo fato de um menino de rua de 12 anos, descalço e vestido humildemente, ter ultrapassado barreira de segurança, em Goiânia, e ter se jogado nos braços do Papa, que retribuiu o carinho com um longo abraço.

A Terceira visita esteve no Brasil entre 2 e 6 de outubro de 1997, foi recebido pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Nessa visita o Papa participou do II Encontro Mundial com as Famílias, realizado na cidade do Rio de Janeiro, ficando por quatro dias na cidade. Em seus discursos, João Paulo II condenou o divórcio, o aborto e os métodos contraceptivos. Ele abençoou o Rio de Janeiro aos pés do Cristo Redentor. Em visita à cidade do Rio de Janeiro declarou: "Se Deus é brasileiro, o papa é carioca".

Nas três visitas oficiais de João Paulo II ao Brasil, tanto o Vaticano como os Correios editaram selos comemorativos para homenagear a passagem do pontífice no país. Ao todo foram impressos oito selos pela Casa da Moeda do Brasil. Um deles em homenagem póstuma, em 2005.

Além das viagens, também deixou mensagens ao bispos do Brasil, tais, como: "Não é possível compreender o homem a partir de uma visão econômica unilateral, e nem mesmo poderá ser definido de acordo com a divisão de classes.", disse aos bispos brasileiros em 26 de Novembro de 2002.
Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que todos os seus predecessores juntos pelos cinco séculos passados. Em 2 de abril de 2005, faleceu devido a sua saúde débil e o agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "Venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI.

Foi proclamado Beato em 1 de Maio de 2011 pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano. Em 27 de abril de 2014, numa cerimônia inédita presidida pelo Papa Francisco, e com a presença do Papa Emérito Bento XVI, foi declarado Santo juntamente com o Papa João XXIII; sua festa litúrgica celebrar-se-a no dia 22 de outubro.

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